{"id":11,"date":"2023-10-18T14:12:59","date_gmt":"2023-10-18T17:12:59","guid":{"rendered":"https:\/\/100anossemrui.casaruibarbosa.gov.br\/?page_id=11"},"modified":"2023-10-20T17:25:58","modified_gmt":"2023-10-20T20:25:58","slug":"textos-e-homenagens","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/100anossemrui.casaruibarbosa.gov.br\/?page_id=11","title":{"rendered":"Textos e homenagens"},"content":{"rendered":"<h1>100 anos depois&#8230;<\/h1>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>Textos e homenagens<\/h3>\n<h4>Discursos e ora\u00e7\u00f5es \u00e0 ocasi\u00e3o de seu falecimento<\/h4>\n<p>(Publicados na <em>Revista do Supremo Tribunal<\/em>, v. 50, 1923.)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>Ora\u00e7\u00e3o do Dr. Lemos Brito, representando a Bahia<\/h3>\n<p>&#8220;[&#8230;] n\u00e3o h\u00e1, neste mundo de povo, uma alma que n\u00e3o chore a tremenda desgra\u00e7a de perder-te. Porque nunca te ouvimos uma palavra que n\u00e3o fosse de bondade, um alvitre que n\u00e3o fosse de justi\u00e7a, uma indigna\u00e7\u00e3o que n\u00e3o se exaltasse contra a inconst\u00e2ncia e contra a iniquidade.<\/p>\n<p>[&#8230;] Porque preferias a impopularidade \u00e0 desonra de mentires ao povo para bajul\u00e1-lo. Porque, soldado da Constitui\u00e7\u00e3o, nunca te amancebaste com a mazorca e preferiste o grande ex\u00edlio da tua proscri\u00e7\u00e3o a transigires com os inimigos do reg\u00edmen, do povo e da moral pol\u00edtica. Porque o teu cora\u00e7\u00e3o era da mesma amplitude do teu g\u00eanio, e fil\u00f3sofo, jurista, escritor, jornalista, advogado, diplomata, homem de Estado, tem sido em tudo o maior e o primeiro, chegaste ao derradeiro de teus dias, sendo em tudo o primeiro e o maior. Porque encheste cinquenta anos de vida nacional do trom guerreiro de tuas campanhas pela liberdade e tudo tendo feito de bem pela tua P\u00e1tria, ainda mais lhe fizeste no mal que n\u00e3o praticaram contra ela, pelo temor que as tuas assomadas inspiravam aos trapaceiros da Rep\u00fablica!<\/p>\n<p>[&#8230;] N\u00e3o \u00e9s mais da Bahia, porque \u00e9s da P\u00e1tria. N\u00e3o \u00e9s somente da P\u00e1tria, porque os povos vizinhos j\u00e1 te proclamaram o cidad\u00e3o da Am\u00e9rica [&#8230;] [,]de todo o orbe te consagraram o cidad\u00e3o do Mundo!&#8221;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>Ora\u00e7\u00e3o do Dr. Const\u00e2ncio Alves, pela Academia Brasileira de Letras<\/h3>\n<p>&#8220;Agora, que vais partir, quem dir\u00e1 dessa perda, cuja imensidade nem mesmo o teu verbo poderia exprimir?<br \/>\nMas o indiz\u00edvel encontra a sua express\u00e3o no recolhimento da amargura de todos, no sil\u00eancio do pesar da p\u00e1tria, na ang\u00fastia, sem voz, da cidade que passa, em romaria, pelo teu cad\u00e1ver, na mudez e na surpresa dos que, pensando que n\u00e3o devias morrer, agora t\u00eam a certeza de que j\u00e1 n\u00e3o vives. [&#8230;] a Academia Brasileira [&#8230;] reconheceu pelo seu ilustre presidente, que, n\u00e3o em sua casa, mas aqui [na Biblioteca Nacional] \u00e9 que havias de esperar o momento da viagem derradeira; da cidade dos livros \u00e9 que devias sair para a cidade dos mortos. [&#8230;]<\/p>\n<p>Como foste grande na multiplicidade dos teus talentos!<br \/>\nComo nos davas a impress\u00e3o de que, dentro de ti, muitos homens trabalhavam para a gl\u00f3ria do teu nome!<\/p>\n<p>[&#8230;] ser cidad\u00e3o fora o teu ideal. E cidad\u00e3o foste, com a magnitude de uma voca\u00e7\u00e3o nunca vista; com o conselho sempre pronto para as urg\u00eancias da hora; com a solu\u00e7\u00e3o instant\u00e2nea para os problemas do momento; com a pena desembainhada para as lutas necess\u00e1rias; com a palavra sempre dedicada \u00e0 causa da P\u00e1tria, e com a intrepidez sempre disposta a afrontar todas as tempestades da vida civil.<\/p>\n<p>[&#8230;] O teu nome n\u00e3o \u00e9 dos que se apagam ou dos que se riscam. Para que desaparecesse, seria preciso suprimir quase cinquenta anos do nosso s\u00e9culo de vida nacional.&#8221;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>Ora\u00e7\u00e3o do Sr. Pedro Calmon, pelo corpo discente da Universidade<\/h3>\n<p>&#8220;A mocidade das escolas, pois, que diante do sepulcro do Mestre se curva reverentemente ao v\u00ea-lo no seu conchego eterno, lembra-se de ter sido argila \u00ednfima, que recebeu na fornalha candente do seu g\u00eanio a sua forma duradoura e que se alumia com as suas centelhas, caminhando, lenta e confiantemente para os horizontes amplos que ele lhe indicou. [&#8230;] Tornou-se o seu credo de homem p\u00fablico o catecismo infal\u00edvel da gera\u00e7\u00e3o nova.&#8221;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>Ora\u00e7\u00e3o do C\u00f4nsul argentino no Rio de Janeiro<\/h3>\n<p>&#8220;Rui Barbosa n\u00e3o desaparece, senhores: ficam suas obras, seus discursos, seus escritos forenses, suas confer\u00eancias, sua a\u00e7\u00e3o parlamentar, sua biblioteca de incalcul\u00e1vel m\u00e9rito cient\u00edfico, pol\u00edtico, liter\u00e1rio e social, manancial inesgot\u00e1vel de eterna corrente, ao qual acudir\u00e3o as gera\u00e7\u00f5es presentes e futuras, para beberem, em sua linfa cristalina, os conselhos, a doutrina, a ci\u00eancia, a experi\u00eancia e receberem as inspira\u00e7\u00f5es que esse esp\u00edrito genial e prodigioso derramou em sua longa e fecunda passagem pelo mundo.&#8221;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>Artigo intitulado \u201cRui Barbosa\u201d, do Dr. Celso Vieira, publicado na <em>Revista da Semana<\/em><\/h3>\n<p>&#8220;[&#8230;] Desde 1874, vivemos na \u00e9poca de Rui, no augusto dom\u00ednio solar do seu pensamento. O sufr\u00e1gio direto, a separa\u00e7\u00e3o da Igreja do Estado, a causa do ensino prim\u00e1rio e secund\u00e1rio, a cruzada abolicionista, a ideia federativa e a ideia republicana, o choque do ex\u00e9rcito e da monarquia, o Governo Provis\u00f3rio e o Estatuto de 24 de fevereiro, o <em>habeas corpus<\/em>\u00a0manejado contra as ditaduras, a legalidade antijacobina, a posse dos direitos pessoais, o conceito doutrin\u00e1rio do estado de s\u00edtio, o debate do C\u00f3digo Civil, o triunfo internacional de Haia, o civilismo e a revis\u00e3o, a palavra excelsa de Buenos Aires, consorciando os nossos destinos aos do mundo livre, sob tormentas de ferro e de fogo implac\u00e1veis, tudo o evoca e reflete ou nele se concentra e personifica. At\u00e9 o ex\u00edlio, nas brumas do caso Dreyfus, consagrou a sua fama de cavaleiro andante do Direito.<br \/>\nFoi o homem-s\u00edntese das nossas institui\u00e7\u00f5es, dos nossos combates, das nossas reformas durante meio s\u00e9culo, o soberano da intelig\u00eancia no Brasil, a \u00fanica intelig\u00eancia deveras temida pelos violadores da Lei nos cimos do poder [&#8230;]\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>100 anos depois&#8230; &nbsp; Textos e homenagens Discursos e ora\u00e7\u00f5es \u00e0 ocasi\u00e3o de seu falecimento (Publicados na Revista do Supremo Tribunal, v. 50, 1923.) &nbsp; Ora\u00e7\u00e3o do Dr. Lemos Brito, representando a Bahia &#8220;[&#8230;] n\u00e3o h\u00e1, neste mundo de povo, uma alma que n\u00e3o chore a tremenda desgra\u00e7a de perder-te. 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