{"id":20,"date":"2023-10-18T14:20:24","date_gmt":"2023-10-18T17:20:24","guid":{"rendered":"https:\/\/100anossemrui.casaruibarbosa.gov.br\/?page_id=20"},"modified":"2023-10-31T10:34:25","modified_gmt":"2023-10-31T13:34:25","slug":"jornal-do-brasil","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/100anossemrui.casaruibarbosa.gov.br\/?page_id=20","title":{"rendered":"Jornal do Brasil"},"content":{"rendered":"<h1>100 anos depois&#8230;<\/h1>\n<h3>Jornal do Brasil<\/h3>\n<h3>A aus\u00eancia de Rui Barbosa (12 de fevereiro de 2003)<\/h3>\n<p>Em 2003, o Brasil registra o 80\u00ba anivers\u00e1rio de falecimento de Rui Barbosa. Advogado, jornalista, jurista, pol\u00edtico, diplomata, ensa\u00edsta e orador, o senador Rui Barbosa nasceu em Salvador, em 5 de novembro de 1849, e faleceu em Petr\u00f3polis, em 1\u00ba de mar\u00e7o de 1923. Sua mem\u00f3ria continua viva na hist\u00f3ria brasileira, se tornando uma lenda nos v\u00e1rios campos em que atuou, cobrindo quase metade do s\u00e9culo 19 e parte do s\u00e9culo 20.<\/p>\n<p>Rui Barbosa fez os estudos preparat\u00f3rios em sua prov\u00edncia natal, seguindo para Recife logo ap\u00f3s para cursar Direito. E, conforme tradi\u00e7\u00e3o da \u00e9poca, transferiu-se, em 1868, para a Faculdade de Direito de S\u00e3o Paulo. Formando-se em 1870, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde despontou para a tribuna e abra\u00e7ou como uma de suas causas mais vibrantes a Aboli\u00e7\u00e3o da Escravatura. Convidado para ministro do Gabinete Afonso Celso, pouco antes da proclama\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica, Rui Barbosa recusou o cargo, por consider\u00e1-lo incompat\u00edvel com suas ideias federativas. Rui sempre foi fiel ao seu ide\u00e1rio, o que, de resto, lhe garante um lugar de destaque na hist\u00f3ria das ideias pol\u00edticas do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Proclamada a Rep\u00fablica, Rui foi escolhido para ministro da Fazenda do Governo Provis\u00f3rio, e respondeu, durante algum tempo, pela pasta da Justi\u00e7a. Eleito senador pela Bahia \u00e0 Assembleia Constituinte, seus conselhos prevaleceram nas reformas principais e a sua cultura modelou as linhas fundamentais da Carta de 24 de fevereiro de 1891. Como redator-chefe do <em>Jornal do Brasil<\/em>, abriu campanha contra a situa\u00e7\u00e3o florianista. Em 1893, foi obrigado a se exilar. De Londres, escreveu, ent\u00e3o, as famosas <em>Cartas da Inglaterra<\/em>, para o <em>Jornal do Commercio<\/em>.<\/p>\n<p>Restaurada a ordem no Brasil, em 1895, Rui Barbosa regressou do ex\u00edlio. Assumiu seu mandato senatorial, onde se conservaria at\u00e9 a morte, sucessivamente reeleito. Destacam-se os seus trabalhos na reda\u00e7\u00e3o do C\u00f3digo Civil. Epit\u00e1cio Pessoa, ent\u00e3o ministro da Justi\u00e7a, entregara essa tarefa a um jovem jurista cearense, Cl\u00f3vis Bevil\u00e1qua. Depois de revisto por v\u00e1rias comiss\u00f5es, foi o projeto ao Senado, em 3 de abril de 1902, e Rui Barbosa escreveu, em poucos dias, o seu &#8220;Parecer&#8221;, que o levaria a uma pol\u00eamica, durante a qual a sua <em>R\u00e9plica<\/em> se tornaria famosa.<\/p>\n<p>Em 1907, o czar da R\u00fassia convocou a 2\u00aa Confer\u00eancia da Paz, em Haia. Rui Barbosa teve nessa reuni\u00e3o internacional papel de suma import\u00e2ncia. Lutou sobretudo pelo princ\u00edpio da igualdade jur\u00eddica das na\u00e7\u00f5es soberanas, enfrentando irredut\u00edveis preconceitos das chamadas grandes pot\u00eancias. De volta ao Brasil, interveio no in\u00edcio da sucess\u00e3o presidencial. Apresentada a candidatura do marechal Hermes da Fonseca, a ela se op\u00f4s, lan\u00e7ando-se em sua campanha civilista, de grande repercuss\u00e3o em todo o pa\u00eds. Em 21 de junho de 1910, contestou perante o Senado a elei\u00e7\u00e3o do marechal.<\/p>\n<p>Em 1913 fundou o Partido Liberal. No ano seguinte, combateu o estado de s\u00edtio, numa s\u00e9rie de discursos no Senado. Durante a Primeira Guerra Mundial, tomou o partido dos Aliados e produziu discursos lapidares de execra\u00e7\u00e3o \u00e0 tirania e ao imperialismo.<\/p>\n<p>Convidado pelo presidente Rodrigues Alves para representar o Brasil na Confer\u00eancia da Paz de Versalhes, recusou a embaixada, expondo em famosa carta, dirigida ao chefe da na\u00e7\u00e3o, as raz\u00f5es da incompatibilidade. Em 1919, foi novamente levantada sua candidatura \u00e0 presid\u00eancia da Rep\u00fablica, e ele percorreu v\u00e1rios Estados, em campanha contra a decad\u00eancia dos nossos costumes pol\u00edticos. A vit\u00f3ria da campanha foi anulada pela interven\u00e7\u00e3o militar. Por diverg\u00eancias, da\u00ed resultantes, com o governo Epit\u00e1cio Pessoa, em 1920, recusou a representa\u00e7\u00e3o do Brasil na Liga das Na\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Dentro das comemora\u00e7\u00f5es do seu jubileu jur\u00eddico, como paraninfo dos bacharelandos de S\u00e3o Paulo, escreveu e proferiu a &#8220;Ora\u00e7\u00e3o aos Mo\u00e7os&#8221;. Em 1921, foi eleito juiz da Corte Internacional de Justi\u00e7a, como o mais votado. Em 1922, proferiu o \u00faltimo discurso no Senado, concedendo o estado de s\u00edtio ao governo para dominar o movimento revolucion\u00e1rio. A not\u00edcia do seu falecimento, em 1\u00ba de mar\u00e7o de 1923, foi comentada no mundo inteiro. O The Times, de Londres, dedicou-lhe um espa\u00e7o nunca antes concedido a qualquer estrangeiro.<\/p>\n<p>Membro fundador da Academia Brasileira de Letras, Rui legou \u00e0 na\u00e7\u00e3o in\u00fameros ensaios, teses, livros e pronunciamentos que com o passar do tempo tornaram-se mais e mais relevantes, pois ele soube captar de forma l\u00facida as quest\u00f5es com que ainda hoje nos defrontamos: a \u00e9tica na pol\u00edtica, a igualdade de todos perante a lei, o amor \u00e0 p\u00e1tria. Se existiu um paladino das liberdades civis, um h\u00e1bil tecel\u00e3o das palavras em defesa da justi\u00e7a, este certamente foi Rui Barbosa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>100 anos depois&#8230; Jornal do Brasil A aus\u00eancia de Rui Barbosa (12 de fevereiro de 2003) Em 2003, o Brasil registra o 80\u00ba anivers\u00e1rio de falecimento de Rui Barbosa. 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