{"id":26,"date":"2023-10-18T14:21:38","date_gmt":"2023-10-18T17:21:38","guid":{"rendered":"https:\/\/100anossemrui.casaruibarbosa.gov.br\/?page_id=26"},"modified":"2023-10-31T16:10:11","modified_gmt":"2023-10-31T19:10:11","slug":"acao","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/100anossemrui.casaruibarbosa.gov.br\/?page_id=26","title":{"rendered":"A\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<h1>100 anos depois&#8230;<\/h1>\n<h3>A\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<h4>Rui Barbosa na atualidade<\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote><p>Em discurso no Col\u00e9gio Anchieta, em 13 de dezembro de 1903, Rui Barbosa exp\u00f5e o que considerava ser o seu\u00a0<em>curriculum vitae<\/em>: &#8220;Estremeceu a p\u00e1tria, viveu no trabalho e n\u00e3o perdeu o ideal&#8221;.<\/p>\n<p>Rui explica que, para ele, &#8220;p\u00e1tria n\u00e3o \u00e9 ningu\u00e9m: s\u00e3o todos; e cada qual tem no seio dela o mesmo direito \u00e0 ideia, \u00e0 palavra, \u00e0 associa\u00e7\u00e3o&#8221;. E &#8220;a miss\u00e3o do trabalho seria a rea\u00e7\u00e3o sobre as desigualdades nativas, pela educa\u00e7\u00e3o, atividade e perseveran\u00e7a.&#8221;<\/p>\n<p>O ideal a que Rui se consagrou foi o da implanta\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a no seio do povo e no seio da humanidade. O seu ideal era o predom\u00ednio da lei e a fortifica\u00e7\u00e3o das institui\u00e7\u00f5es livres.<\/p>\n<p>A atualidade de Rui est\u00e1 na perenidade do seu pensamento (suas ideias, seus escritos, as li\u00e7\u00f5es do homem p\u00fablico &#8211; do publicista, do jurista e do jornalista -, os conceitos de \u00e9tica, moral, honra, cidadania, justi\u00e7a, direito, liberdade) e na perenidade da sua a\u00e7\u00e3o (atrav\u00e9s das institui\u00e7\u00f5es que ele idealizou e implantou na Rep\u00fablica e que sobrevivem \u00e0s mudan\u00e7as sociais, econ\u00f4micas e pol\u00edticas).<\/p><\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>A organiza\u00e7\u00e3o das institui\u00e7\u00f5es republicanas<\/h3>\n<p><strong>O decreto n\u00b0 1<\/strong>, que adotou para o Governo da Rep\u00fablica o regime federativo e investiu as prov\u00edncias, transformadas em estados, do poder de organizar seus pr\u00f3prios governos, numa uni\u00e3o perp\u00e9tua e indissol\u00favel.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O decreto 119A<\/strong>, que estabelece a separa\u00e7\u00e3o entre a Igreja e o Estado e consagra a plena liberdade de cultos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>Contribui\u00e7\u00e3o para o texto definitivo da 1\u00aa Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica<\/h3>\n<p>A interven\u00e7\u00e3o de Rui deu-se no item que estabeleceu o controle da constitucionalidade das leis e dos atos do Poder P\u00fablico pelo Judici\u00e1rio. Dando realce ao papel do Supremo Tribunal Federal, Rui cuidou de cham\u00e1-lo a desempenhar novas fun\u00e7\u00f5es, isto \u00e9, dar a \u00faltima palavra sobre a constitucionalidade dos atos do Congresso e do Executivo, ser o guardi\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o e a fortaleza dos direitos e garantias individuais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>O primeiro\u00a0<em>habeas corpus<\/em>\u00a0da Rep\u00fablica<\/h3>\n<p>Josaphat Marinho, em <em>Rui Barbosa: valores da personalidade e da obra<\/em> (2001, p. 16-17), observa que Rui, sob &#8220;o governo de Floriano Peixoto, seu amigo pessoal, reagiu aos atos arbitr\u00e1rios. Condenou-os politicamente, e impetrou medidas judiciais para restaurar direitos ofendidos, sobretudo de advers\u00e1rios e desafetos. No\u00a0<em>habeas corpus<\/em>\u00a0de 1892, quando pela primeira vez se confrontou, no Supremo Tribunal Federal, a autoridade da Constitui\u00e7\u00e3o com os poderes do presidente da Rep\u00fablica, Rui buscava fixar princ\u00edpios basilares do regime em forma\u00e7\u00e3o. A superioridade da Constitui\u00e7\u00e3o sobre leis e atos; a delimita\u00e7\u00e3o dos poderes no estado de s\u00edtio e a suspens\u00e3o de seus efeitos com a cessa\u00e7\u00e3o dele; a valoriza\u00e7\u00e3o do\u00a0<em>habeas corpus<\/em>\u00a0como garantia de direitos individuais, e al\u00e9m da seguran\u00e7a da liberdade de locomo\u00e7\u00e3o, pela inexist\u00eancia de rem\u00e9dios espec\u00edficos; o reconhecimento da compet\u00eancia do Poder Judici\u00e1rio, notadamente do Supremo Tribunal, para interpretar o Estatuto Maior, essas teses, ora aceitas, ora rejeitadas, acabaram por ser vitoriosas e se incorporaram a cartas pol\u00edticas posteriores, at\u00e9 a atual.&#8221; (p. 16-17)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>A cria\u00e7\u00e3o do Tribunal de Contas<\/h3>\n<p>O Tribunal de Contas foi criado pela necessidade de tornar o or\u00e7amento uma institui\u00e7\u00e3o inviol\u00e1vel e soberana em sua miss\u00e3o de prover as contas p\u00fablicas. Rui justificou sua cria\u00e7\u00e3o na Exposi\u00e7\u00e3o de Motivos que precede o decreto: &#8220;Nenhuma institui\u00e7\u00e3o \u00e9 mais relevante, para o momento regular do mecanismo administrativo e pol\u00edtico de um povo, do que a lei or\u00e7ament\u00e1ria. Mas em nenhuma tamb\u00e9m h\u00e1 maior facilidade aos mais graves e perigosos abusos.&#8221; [<em>Relat\u00f3rio do ministro da Fazenda<\/em>. Rio de Janeiro: Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o e Sa\u00fade, 1949. p 361. (Obras Completas de Rui Barbosa, v. 18, 1891, t. 3).]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>100 anos depois&#8230; A\u00e7\u00e3o Rui Barbosa na atualidade &nbsp; Em discurso no Col\u00e9gio Anchieta, em 13 de dezembro de 1903, Rui Barbosa exp\u00f5e o que considerava ser o seu\u00a0curriculum vitae: &#8220;Estremeceu a p\u00e1tria, viveu no trabalho e n\u00e3o perdeu o ideal&#8221;. 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